Células-tronco derivadas da pele curam anemia em
ratos
Pesquisadores americanos conseguiram curar ratos com drepanocitose graças a células-tronco produzidas a partir de células da pele reprogramadas, revela um estudo publicado pela revista "Science" .
Jacob Hannah e sua equipe do Instituto Whitehead para Pesquisa Biomédica, de Cambridge, nos Estados Unidos, utilizaram células reprogramadas para atuarem de forma próxima ao estado embrionário.
Essas células, também chamadas de células-tronco induzidas, foram reintroduzidas no sangue de ratos com drepanocitose (desordem genética do sangue que afecta a hemoglobina).
As células reprogramadas geraram células sanguíneas saudáveis e os sintomas da doença diminuíram significativamente, assinalaram os cientistas.
Evolução
Esta nova técnica poderá permitir aos médicos criar células-tronco com um código genético específico de um paciente, eliminando os riscos de rejeição, e fazer avançar rapidamente as pesquisas para o tratamento do câncer, Alzheimer, Parkinson, diabetes e artrite, entre outras doenças.
Isso porque os pesquisadores terão muito mais acesso às células-tronco.
As células-tronco são vistas como uma possível solução para várias doenças por que permitem o desenvolvimento de quase 220 tipos de células do corpo humano.
Mas o acesso às células-tronco nos Estados Unidos --inclusive para pesquisa-- tem sido limitado por questões éticas em torno do uso de embriões humanos e clonagem humana.
As células-tronco derivadas de embriões também apresentam risco de rejeição por parte dos pacientes.
Cientistas criam espermatozóides a partir da
medula
Cientistas ainda precisam de tempo para obter células maduras
Cientistas da Alemanha anunciaram ter conseguido produzir espermatozóides não-maduros (espermatogônios) a partir de amostras de medula óssea humana.
Os pesquisadores das Universidades de Göttingen e de Münster, e da Escola de Medicina de Hannover, isolaram células-tronco mesenquimais tiradas de voluntários adultos.
Ao apresentar o trabalho, publicado na revista Gamete Biology: Emerging Frontiers on Fertility and Contraceptive Development, eles dizem que se conseguirem fazer com que os espermatozóides se desenvolvam e atinjam a maturidade, a descoberta pode ajudar no tratamento da infertilidade.
Mas outros especialistas em fertilidade alertam que os dados do estudo precisam ser analisados com cautela neste estágio inicial.
Mais anos
É sabido que as células-tronco mesenquimais podem se diferenciar em células que dão origem a diversos tecidos, como musculares, óssos e cartilagem.
Mas é primeira vez que se produz artificialmente espermatogônios humanos dessa maneira.
O líder da pesquisa, Karim Nayernia, disse esperar que a descoberta possa um dia ajudar a tratar jovens homens que perderam a fertilidade por causa de quimioterapia.
"Nosso próximo objetivo é ver se conseguimos fazer com que esses espermatogônios amadureçam e se transformem em espermatozóides no laboratório", afirmou. "Serão necessários de três a cinco anos de experiência para isso."
No entanto, países como a Grã-Bretanha estão aprovando leis que proíbem o uso de espermatozóides e óvulos artificiais em tratamentos para a fertilidade.
Nayernia reconhece que isso pode ser um obstáculo para o desenvolvimento de sua pesquisa.
Já o professor Harry Moore, do Centro de Biologia em Células-Tronco da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, diz que a análise dos resultados obtidos na Alemanha precisa ser cautelosa.
Segundo ele, praticamente todas as observações de transdiferenciação não foram confirmadas em testes mais rigorosos.
"Esta é uma área onde as mudanças ocorrem muito rapidamente, mas ainda estamos longe de desenvolver tratamentos contra a infertilidade usando esse tipo de técnica", afirmou.
Moore também alerta que a manipulação das células-tronco para que se transformem em espermatozóides maduros pode provocar mudanças genéticas permanentes, o que afetaria a "segurança" dessas células.

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